Mia andava preguiçosamente pela calçada, a bolsa apertada junto ao corpo enquanto virava em uma das travessas da movimentada Avenida Paulista. "Será que todos sofrem tanto para acordar cedo?", ela pensa com um bocejo. Mais alguns passos e ela estava na frente da alta vitrine de sua loja, alguns frasquinhos multicoloridos nas prateleiras mais baixas, outros maiores ocupavam a parte mais alta da vitrine, junto com as samambaias e outras plantas que emolduravam a loja.
Ela abriu a porta de vidro e sorriu, ao ser acometida pelo delicioso cheiro de suas mudas de arruda. Logo, logo, estariam prontas para a poda e suas pequenas folhas perfeitas iriam estar penduradas na salinha dos fundos para secar. Ela jogou a bolsa numa cadeira atrás do balcão e deslizou para a salinha dos fundos, vários fios de nailon pendiam do que deveria ser o exaustor do fogão e na ponta de cada fio, folhas e pequenos galhos de cores e cheiros diversos pendiam, quase totalmente secos, quase prontos para serem moídos e usados nos próximos potinhos de cremes e cera.
Sem muito esforço, Mia encontrou, no meio da conhecida bagunça dos armários, o pote com a mistura para capuccino instantâneo. Após esquentar o leite e colocar duas colheres generosas da mistura, ela permanecia na porta da saleta, olhando a porta da frente da loja, ainda fechada, e pensava, pela milionésima vez, a quem confiaria a loja pelos quinze dias que estaria viajando.
Mia!!! Ahhh que lindo!!!
ResponderExcluirAdorei a loja, querida!
Dá vontade de ir lá pra ver como é, sabe?!
Como é bonito quando nossos sonhos extravasam da gente!