Depois de uma longa e necessária caminhada, passei muito tempo pensando. Pensando em mim, pensando nos outros, pensando nos queridos e nos que nos modificam, às vezes não num sentido muito bom. Pensando na Divina Comédia e em como raios eu iria, ou melhor, vou conseguir ler e entender. E depois de tanto pensar, resolvi sentar na frente do computador... como eu sempre faço.
Hoje eu tenho a melhor consciência da inconsciência de sentar no computador pra ver se algo vem e eu escrevo, pra ver se vem a coragem. Ok, não só a coragem, mas também a inspiração e as palavras certas pra definir e expressar tudo que fica em turbilhão na minha mente [convenhamos, achar as palavras certas nunca é fácil]. Mas principalmente a coragem. A coragem de continuar a ser eu, a coragem de deixar fluir e deixar transbordar e deixar sair tudo aquilo que eu tenho medo de não conseguir controlar. A coragem de lutar por mim e contra minha obscuridade. A coragem de ir contra a tentação de se deixar levar, de se deixar perder. A coragem de criar um meio. A coragem de destruir o quarto e construir tudo de novo. De deixar entrar aquilo que eu teimosamente só deixo do lado de fora.
Uma xícara de café, biscoitos franceses e muita caminhada com uma parte da minha alma... Pra mim foi como uma recarga. Sabe, o celular a gente liga na tomada pra carregar, eu preciso caminhar e tomar café e olhar apartamentos na Paulista pra poder carregar. O que me faz pensar: preciso ir mais vezes na Paulista.
E sentada no computador, fazendo o que eu faço sempre, tive um diálogo comigo mesma.
“Queria que fosse mais fácil”
“Mas não é e você vai se perder como sempre se perde. Você não vale o esforço”
E depois de mais alguma discussão, eu tive a palavra final e gritei comigo em plenos pulmões.
“Eu sou!”
Que bom!
ResponderExcluirQue bom que você sabe que não vale o esforço e que é o esforço. E isso é de uma complexidade tão simples e concreta de entender que... ultrapassa qualquer padrão. E eu, sendo uma igual, te dou a mão que também acabei de encontrar.
Pensei que talvez a responsabilidade seja um eterno resgatar-se em e a si mesmo. Fez sentido pra mim.
e que tenhamos a coragem de brindar a nós mesmas com nossas recompensas noturnas, iluminadas e urbanamente particulares.
I miss you so.
ResponderExcluirsaudade da gente na sacada.
do vento da noite.
de suspirar por tanto transbordar-se