Sinto falta de Magia
Falta daquela falta de espaço físico no próprio corpo pra comportar o que tem dentro
Quero olhar pela janela e ver a Lua e sentir o coração bater forte como ondas do mar.
Quero me perder em mim e colocar pra fora todas as palavras e pessoas e lugares e histórias que estão dentro, prontos pra sair e que eu teimo em trancar dentro.
Eu quero andar pela Paulista e sentir Vida.
Quero nosso apartamento com janelas grandes e uma varanda com uma rede.
Quero escolher as cores da parede e o armário da cozinha.
E tenho certeza que vou chorar.
De alegria.
Quero sonhar.
E quero pegar nas mãos os sonhos e fazer realidade de todos eles.
Quero felicidade.
Quero Ser.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
domingo, 3 de outubro de 2010
Responsabilidade
Depois de uma longa e necessária caminhada, passei muito tempo pensando. Pensando em mim, pensando nos outros, pensando nos queridos e nos que nos modificam, às vezes não num sentido muito bom. Pensando na Divina Comédia e em como raios eu iria, ou melhor, vou conseguir ler e entender. E depois de tanto pensar, resolvi sentar na frente do computador... como eu sempre faço.
Hoje eu tenho a melhor consciência da inconsciência de sentar no computador pra ver se algo vem e eu escrevo, pra ver se vem a coragem. Ok, não só a coragem, mas também a inspiração e as palavras certas pra definir e expressar tudo que fica em turbilhão na minha mente [convenhamos, achar as palavras certas nunca é fácil]. Mas principalmente a coragem. A coragem de continuar a ser eu, a coragem de deixar fluir e deixar transbordar e deixar sair tudo aquilo que eu tenho medo de não conseguir controlar. A coragem de lutar por mim e contra minha obscuridade. A coragem de ir contra a tentação de se deixar levar, de se deixar perder. A coragem de criar um meio. A coragem de destruir o quarto e construir tudo de novo. De deixar entrar aquilo que eu teimosamente só deixo do lado de fora.
Uma xícara de café, biscoitos franceses e muita caminhada com uma parte da minha alma... Pra mim foi como uma recarga. Sabe, o celular a gente liga na tomada pra carregar, eu preciso caminhar e tomar café e olhar apartamentos na Paulista pra poder carregar. O que me faz pensar: preciso ir mais vezes na Paulista.
E sentada no computador, fazendo o que eu faço sempre, tive um diálogo comigo mesma.
“Queria que fosse mais fácil”
“Mas não é e você vai se perder como sempre se perde. Você não vale o esforço”
E depois de mais alguma discussão, eu tive a palavra final e gritei comigo em plenos pulmões.
“Eu sou!”
domingo, 25 de julho de 2010
Primeiras
Engraçado como dizem que a primeira impressão é a que fica... há uns anos atrás eu ia dizer "Que besteira...". Hoje, pensando um pouco melhor, pode até ser que a primeira idéia/percepção que eu tenho de uma pessoa ou lugar mude com o tempo [como acontece, provavelmente, com 90% das pessoas], mas, também, quando penso em alguém ou algum lugar, sempre me vem aquela primeira imagem que eu tive. Seja ela diferente da atual, ou não.
A primeira vez que o vi na festa junina do colégio. A primeira vez q a vi agachada no meio do anfiteatro, esperando a lista de presença. A primeira vez que ele me fez companhia na porta da balada até que meu acompanhante passasse pelos seguranças. A primeira vez que vi a cidade dos meu sonhos. A primeira caminhada na paulista com ela...
Essas primeiras vezes que fazem meu coração tremer e meu corpo se encher de uma sensação de contentamento quase palpável. São nessas lembranças de primeiras vezes que eu me encontro ou me perco em mim, que me fazem lembrar de quem eu sou e algumas vezes de quem eu quero ser.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Aos berros
Ás vezes gostaria de gritar...
Queria gritar com a vida... gritar pra ela fazer as coisas darem certo, parar de ser tão entorpecente!
Queria gritar com o mundo... pra ele parar, só um pouquinho... pra facilitar um pouco as coisas pra vida!
Gritar com as pessoas x, y e z! Gritar pra me enxergarem de verdade, pra me notarem!
E por último gritaria comigo mesma... mais alto do que com os outros. Gritaria pra eu acordar... pra eu viver minha vida, porque a cada dia ela esmorece e eu a perco sem mesmo notar! Gritaria pra que eu parasse de culpar o mundo... não é culpa dele que a vida não dá certo, ele não tem absolutamente nada com isso! Gritaria comigo pra eu me notar... pra eu me enxergar e me dar o devido valor, pois ninguém nota fragmentos e isso é tudo que somos se não damos o devido valor à vida, se nós mesmos nos perdemos e culpamos todos menos a nós mesmos.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Meu Aniversário
"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros." Clarice Lispector.
Sim, na virada do meu aniversário, lendo frases de pessoas... uma que me chamou muito a atenção e me tocou de um jeito que eu não consigo explicar, é uma frase de Clarice Lispector. Sim... Clarice... acho que sempre tive trauma por causa de Macabéia.
É uma frase que num momento meu de ausência de palavras, Clarice explicou de maneira lindíssima e perfeita aquilo que estava dentro de mim.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Tédio
Essa noite eu sentei na frente do computador com o que as pessoas normais nunca têm depois de um dia de dona de casa : Tédio. Nesses minimos minutos em que paramos depois de um dia cheio e mesmo não estando cansados ou deprimidos pensamos "ai que vontade de me jogar num cantinho e parar de respirar", frase, que aliás, minha prima não poderia ter feito melhor uso.
Nessas horas que soltamos uma dessas, todos pensam ou perguntam ou até mesmo ficam injuriados "Mas porque você diz isso?" "Mas o que foi agora???" "Mas porque você reclama tanto?". E é exatamente nessas horas que eu penso que sou diferente de muita gente. Não é que eu esteja reclamando da vida, ou que esteja insatisfeita ou que esteja deprimida ou reclamando de barriga cheia, como gostam de dizer. Esse é o momento que eu gostaria de simplesmente.... me jogar num cantinho e parar de respirar. Brincadeirinha... Esse é o momento de falta de inspiração, falta de saber o que fazer, falta de algo excitante, algo que tire nosso folêgo ou nos faça ter aquela ridícula sensação de que não cabemos em nós mesmos de empolgação, de extase. É o momento em que nos damos conta de que a vida realmente é feita de pequenos momentos e que desejamos ter aqueles momentos sempre. Desejamos ter sempre aquela sensação ridícula, ter aquele sentimento bobo de que podemos tudo... mesmo sabendo que não podemos.
E num momento dessa falta de inspiração, falta de empolgação, eu sentei no computador... e pensei no que me fazia não caber em mim. Pensei em tudo que fui e que sou e que quero ser. Pensei nas pessoas que sempre me questionam, que me incentivam e que me reprimem das mais diversas maneiras.
E num momento de tédio, tentando explicar o próprio momento de tédio... eu não coube em mim.
Nessas horas que soltamos uma dessas, todos pensam ou perguntam ou até mesmo ficam injuriados "Mas porque você diz isso?" "Mas o que foi agora???" "Mas porque você reclama tanto?". E é exatamente nessas horas que eu penso que sou diferente de muita gente. Não é que eu esteja reclamando da vida, ou que esteja insatisfeita ou que esteja deprimida ou reclamando de barriga cheia, como gostam de dizer. Esse é o momento que eu gostaria de simplesmente.... me jogar num cantinho e parar de respirar
E num momento dessa falta de inspiração, falta de empolgação, eu sentei no computador... e pensei no que me fazia não caber em mim. Pensei em tudo que fui e que sou e que quero ser. Pensei nas pessoas que sempre me questionam, que me incentivam e que me reprimem das mais diversas maneiras.
E num momento de tédio, tentando explicar o próprio momento de tédio... eu não coube em mim.
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